sobre..

Rene Barbosa por.. mim mesmo. Brasileiro, carioca, rubro-Negro. Em algumas oportunidades da vida aprendi importantes lições, ora às duras penas, ora na maciota, acumulei valores e decepções, perdi alguns rounds, em outros, esmurrei minhas adversidades com criatividade, e uma dose de talento bruto. Autruísta por natureza, egoísta por necessidade. Jamais falando de sí próprio na terceira pessoa. Sempre deixei que as pessoas me julgassem, algumas vezes me importei realmente com que pensavam, em tantas outras toquei o foda-se. Leia mais

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Potz of luv..

Afrodisíaco de Ares
(ma potz of luv)


Ingredientes:

1kg de carícias no pescoço
1kg de de arranhões sutis do cóccix até a nuca
60 beijos mordidos e inflamáveis
300 ml de suor frio
200 gr de friozinho na barriga
200 gr de mordidas na orelha
100 ml de pegada forte
200 gr de respiração acelerada e provocante no pé do ouvido
200 gr de mordidas no queixo
200 gr de beijos que não encontram o caminho certo (maliciosamente)
5 pares de mãos
1001 noites com ela
2 corações apaixonados
4 cubos de extrato de loucura
1 cama
300 gr de boa música pra embalar
Meio litro de brincadeirinhas para experimentar
Chocolate, tesão e essência da paixão e pimenta a gosto.


Modo de Preparo:
Tempere os corpos com essência da paixão e tesão e cozinhe numa sauna seca por 1001 noites, e não se esqueça jamais de nenhuma delas. Em outra panela, ops! Oportunidade, refogue o desejo nos beijos inflamáveis, com os arranhões e o friozinho na barriga com os cinco pares mãos à ponto de fazer das carícias no pescoço um passeio delirante rumo ao ápice da montanha russa das vontades desenfreadas. Coloque a pegada forte aliada às mordidas no queixo, até perdermos o restante do juízo e em seguida arranque tudo que lhe for incoveniente, pudores, preocupações e é claro, as roupas, aliando a respiração no pé do ouvido. Una dois corações apaixonados aos quatro cubos de extrato de loucura, coloque pitadas de mordidas na orelha e apimente à gosto. Tudo isso com a sola dos pés derretendo sobre o fogo, deixe cozinhar e pronlongar ao embalo de uma boa música, em ponha o meio litro das brincadeirinhas provocantes. Deixe agir na cama pelo tempo que for preciso e faça com muito carinho. Por fim, jamais se esqueça dessa noite, telefone no dia seguinte, e marque um dia para passar na casa daquela tia de Parati para pegar o livro de receitas e ensinar uma nova. Por que essa aqui, eu pretendo patentear (rs..)




Song 4 the moment - Ed Motta, Vendaval

"Sonhei com você"

Último suspiro de carga do meu celular:
- Sofia?!
- Oi! Que surpresa agradável, como cê tá cara? Sumiu..
- Eu diria que bem, mas to com um probleminha
- Algo sério? Que foi?!
- Saudades..
- Ahhhh, seu bobo, também estou. Aliás morrendo de saudades
- Tava pensando em te chamar pra sair
- Pois então vamos! Tem um show que eu to louca pra ir nesta quinta, vamos?!
- Hummm, eu não tava pensando exatamente nisso..
- Sei.. te conheço, capetinha.
- O que você acha, tentador?
- Tentação, tentação.. (ai ai)
- Sonhei com você noite passada Sofia, pra variar né
- Ai, que bom, conte-me querido
- Sonhei que tava te fotografando.
- E aí? Foi divertido? O que mais? Conta conta.
- Mais do que divertido, foi.. foi.. Seguinte. Encontra comigo no mesmo lugar de sempre em uma hora, e te conto tudo.
- Tá, deixa eu ir então pra não atrasar, sei que vc detesta.
- Ok
- Beijoo.
- Beijo.

E lá estava eu sentado esperando, ela atrasou os quinze minutos habituais, mas tava perdoada, não sei porque eu sabia que ela viria de preto. Perfeitinha como sempre, especialmente linda, como nunca.
Paramos num barzinho lá perto de casa e a conversa transcorria de tal forma que parecia faca quente na manteiga, muitas historias, muitos detalhes, muitas saudades. Conversar com a Sofia era um vício, diretamente proporcional ao nosso querer, éramos um casal de dar inveja, divergentes e convergentes em iguais escalas. Um chopp a mais, e a antiga química voltava à fusão perfeita.
- A gente se entende bem né?
- Mais do que bem quando é pra ser, e mais do que mal quando não é pra ser.
- Cê tem razão Sofia, queria que brigássemos menos.
- Fomos feitos assim, nossas divergências são o tempero.
- E que tempero!
- Se eu te convidar, você vem comigo?
- Pra onde garota? É claro que vou
- Ahh, foda-se então! Vem, vamos.

Entramos num táxi, e os pensamentos diluiam completamente à medida que nos beijávamos no banco de trás, desviando do olhar curioso do taxista, durante todo o trajeto, até sentir parar o carro. Madrugada muito fria, contrastava com nossa ebulição, e não havia nada que fosse sufientemente imprudente pra se aproximar do que um dia Deus batizou de Sofia e Rene. Tudo ali era luxuoso, com decoração escarlate, e aos trancos e barrancos subimos para o quarto, ignorando as regras da termologia brincávamos de arrancar nossas roupas pelo corredor gelado, como de praxe, eu e minha perícia zero com essas malditas maçanetas de motel, ela e sua tradicional covardia de me morder quando eu menos espero, e onde eu menos espero.
Entramos, e pouca coisa sobrou em nossos corpos, exceto meu Jeans e sua saia e blusa, de resto, era tudo trilha de roupas no chão, fui prontamente arremessado na cama e mirado com os olhos negros que há muito eu não via, e não sentia, era intimidador. Ela de pé na cama, sobre mim soltou os negros e longos cabelos, desabotoou a blusinha preta, tirou a saia e desceu lentamente para o que eu achei q fosse uma espécie de dança hipnótica pra acabar comigo. Matando-me de tesão brincava com o pezinho alisando tudo que alcançava, subitamente pegou a bolsa e tirou uma câmera fotográfica:
- E aí? Quer reescrever o capítulo que vc sonhou?!

Um dia ainda vou morrer do coração por causa dela.



Song 4 the moment - Again, John Legend

Oitavo Pecado Capital

Deitado em minha cama, ardendo em febre, olhava pro telefone à espera de um milagre, que ela telefonasse, mandasse uma mensagem, um sinal, qualquer sinal. Quanto tempo fazia que não a via? Não sentia seu calor? Sua boca roçando suavemente na minha enquanto ela suspirava era meu pecado favorito, ela era meu pecado capital. Onde estaria você, Marina?

Seria minha IRA não tê-la nos meus braços, em sinônimos a raiva, cólera, agressividade exagerada, observar outros ao seu redor feito urubus à espreita. As origens desse meu pecado viriam da meticulosidade, de seus dedos, pelo perfeccionismo da sua boca.. Minha GULA era no sentido literal, meu excessivo deleite em comer e beber dela até sua ultima gota do seu néctar de amor e prazer, acentuar minha voracidade, eu só queria a engolir e não digerir. E INVEJAVA todos os homens que outrora a tivesse tocado, sentido seus negros cabelos entre os dedos, eu deveria ser o único, o pioneiro, o expedicionário, seu único homem, desde o princípio até o fim, meu desejo me cegava loucamente, meu sentimento de injustiça, minha expressão pelo comportamento não verbal, o meu olhar fulminante, sim eu invejava, e me ORGULHAVA cada vez mais, polia meu brio, minha altivez, minha soberba por ser seu soberano, seu imperador, seu Deus. A sensação de que "Eu sou melhor que os todos outros" por algum motivo me levava a ter uma imagem inflada, aumentada. Surgia como necessidade de aparecer, de ser visto passando inclusive por cima de padrões éticos comportamentais, vendo tudo ao meu redor ser minimizado a cada passo.
Objeto de minha AVAREZA, Marina definia-se como estar diretamente associada a alguma coisa que me criava grande medo de faltar, uma percepção de escassez, saca? era percebida no meu cotidiano na minha gana em fazer dela um mundo, dantesco. E quão boa se fazia nossa PREGUIÇA, quase negligência. Depois de fazermos amor durante horas a fio ouvindo Jaheim, era indispensável que conseguissemos fazer parar o tempo, e nunca mais sair do nosso ninho de amor, nossa cama, onde se resumia não só a preguiça física mas também na preguiça de pensar, sentir, agir e viver. Mas sobretudo eu sentia nela LUXÚRIA, talhada como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso nas conotações sexuais, e ela respirava sexo, ela exalava sexo, ela o sexo, ela era minha perdição, e se pecar fosse errar, que fosse com ela, Marina, morena, Marina..

A febre não baixava, meu telefone continuava sem tocar, mas pensar nela era um alento, um encanto, um acalanto.




Song 4 the moment - Jaheim, Beauty N Thug

Omelete sem ovos?

Se o amor fosse ciência exata
1 + 1 seriam um só
Se o amor fosse simples
viria em forma de receita de bolo
Se o amor fosse compreensível
seria uma frase de Freud
Se o amor fosse verdade
Passaria no Jornal Nacional
Se o amor fosse o que sonhamos
Ao acordarmos continuariamos sem conhecê-lo
Se o amor fosse música
Seria um baixo
Se o amor fosse tempo
Talvez fosse o frio
Se o amor fosse bom
Por que sofreriamos por ele?

Se amar fosse fácil, viria no pacotinho de ruffles e se fosse repetido trocariamos com o coleguinha de sala. Se fazer sexo sexta à noite é fantástico, por que o sábado tem que ser tão diferente? Não há explicações pros planos do divino, apenas acredite que há um propósito maior, maior do que todos nós, maior do que todos os nossos pensamentos e desejos, aguente a tormenta e siga firme é o que dizem, mas o barco é frágil, os remos já se quebraram, nada sobrou. Por gentileza me diga como fazer os omeletes sem ovos. E ainda dizem "Eu te amo" poraih. Num fode né?




Song 4 the moment - Come Undone, Duran Duran
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